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Críticas, crônicas e opiniões (em um país de...)
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  Sinópse

O cenário do mundo moderno comparativamente aos dois séculos antecedentes mudou diametralmente.

E tais mudanças não se devem aos fenômenos da própria natureza do nosso planeta ou de origem cósmica. São mudanças causadas pela espécie humana.

Se, de um lado, essas transformações revestem-se de benefícios para o homo sapiens (evolução da ciência e da tecnologia, por exemplo), de outro lado desumaniza-o, transforma-o em um robô da própria ciência que ele inventou, fá-lo insensível e ambicioso, afastando-o dos mais comezinhos princípios morais e éticos.

Desgostoso com a parte ruim de tais mudanças (a podridão política brasileira e a decadência moral das pessoas são duas delas), o autor dá uma revirada em muitos assuntos polêmicos, acrescentando quase sempre a cada crítica um toque de humor britânico e, às vezes, com um chiste “costiniano” (homenagem ao grande humorista Costinha). Insatisfeito, ainda levanta algumas questões de natureza científica, rastreando ainda a história pouco contada da medicina ocidental.

Como se trata de um verdadeiro pot-pourri literário, uma miscelânea de crônicas e opiniões escritas em diversas épocas, muitas delas inéditas, não há uma sequência uniforme de contextos sendo cada um independente do outro, como se vê logo no índice.

Enfim, vale a pena ler para se divertir e refletir sobre as opiniões do autor, muitas delas de grande profundidade, porém ditas em linguagem simples, sem prolixidade, não sendo evidentemente nenhuma carta enigmática difícil de ser entendida.

  Ficha técnica
ISBN: 978-85-65137-15-7
Edição:
Ano de publicaçao: 2018
Nº de Páginas: 344
Formato: 15x22cm
Idioma: Português
  Sobre o autor
Humberto Cavalcante

Humberto Costa Cavalcante nasceu no dia 16 de julho de 1944, em Ilhéus(BA), onde residiu até 1966. Trata-se de um self made man. Em razão da pobreza em que vivia, deu os primeiros passos nos estudos em sua própria casa, auxiliado por seus pais, amigos e parentes. Depois, estudou no Ginásio Alfredo Dutra (Itapetinga-BA), Instituto Municipal de Educação (Ilhéus-BA), Escola Técnica de Comércio e Colégio Firmino Alves (Itabuna-BA), Colégio Carvalho de Mendonça (Rio de Janeiro-RJ), Colégio Estadual Carneiro Ribeiro - Central, UFBA e ICBA (Salvador-BA), e Universidade Estadual de Santa Cruz (Ilhéus/Itabuna-BA).

Aos quinze anos, em 1960, arranjou seu primeiro emprego no Cartório do Tabelião Raymundo Pacheco de Sá Barreto, emancipando-se aos dezoito anos de idade, trabalhando, depois, em Rui Dórea & Cia. Ltda., ambos em Ilhéus-BA. Foi soldado do Exército na época da Revolução de 31 de Março. Trabalhou na CEPLAC como funcionário administrativo durante cinco anos, quando foi residir no Rio de Janeiro (RJ). Lá, na antiga Cidade Maravilhosa, tinha em média dois empregos e estudava à noite, numa terrível roda viva. No segundo semestre de 1970 mudou-se para Salvador, onde teve três empregos e foi corretor de imóveis, devidamente credenciado pelo CRECI sob n° 369, Órgão onde se mantém filiado até hoje, apesar de não se utilizar daquela profissão.

Foi comerciante de farmácia durante seis anos e representante da indústria farmacêutica (propagandista-vendedor, viajante e supervisor distrital) durante quase vinte anos, trabalhando para Johnson & Johnson, Sintofarma, Mead Johnson, Ayerts, Biosintética, Sanofi, Biolab) e vários distribuidores. Como empregado celetista, seu último emprego foi na INFRAERO (Aeroporto de Ilhéus-BA). A partir daí, passou a ser advogado militante nas áreas trabalhistas, cível, pequenas causas e defesa do consumidor.

De princípios morais rígidos, não admitindo a deslealdade por parte dos amigos, com um temperamento inquieto, nômade e meio solitário, Humberto é questionador inato e severo crítico das coisas que considera "erradas", o que o levou a se afastar de vários amigos e a ter conflitos em muitos lugares onde trabalhou, nestes, particularmente, pelo comportamento servil, subserviente e adulador de seus chefes imediatos. Humberto nutre verdadeira repugnância por indivíduos desse tipo, que os norte-americanos chamam de "yes man" ( o homem "sim", aquele que diz "sim" a tudo e a todos, o lacaio, o capacho).

Homem simples, completamente despido de vaidades pessoais, tendo como bandeira principal a honestidade em qualquer circunstância, é, contudo bastante orgulhoso (qualidades que herdou do genitor) e extremamente organizado em tudo o que faz.

Finalizando, é um indivíduo que não se rendeu aos infortúnios e revezes da vida (ele se diz "doutor" pela Universidade da Vida) e, como bem salientou seu amigo, o escritor e cronista Antônio Lopes, seu livro "... é o testemunho de como um homem pode pegar o pinhão a unha e ir em frente...".

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