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Dá licença, Doutor?
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  Sinópse

Este livro expõe relatos de viagens que mais se assemelham a crônicas do dia-a-dia, descritos de tal forma que beiram a epopeia. São fragmentos da vida cotidiana de um propagandista-vendedor viajante que viveu suas peripécias há três décadas, recheados de humor e que, ao mesmo tempo, encerram conteúdo extremamente sério, inclusive com analogias entre o passado e o presente da medicina no Brasil, quando ressalta os "sacerdotes da medicina" que conheceu, dando a César o que é de César (et quae sunt Caesaris Caesari).

O autor, com um conhecimento cinquentenário a respeito do assunto e uma experiência de quase duas décadas vivenciando os problemas na área da saúde, emite opiniões críticas a respeito dos variados elementos que compõem esse complexo e intrigado edifício que é o da "saúde" no Brasil, expondo as virtudes e defeitos dos diversos componentes do mesmo.

farejando as pegadas de tudo o que envolve a "saúde", suas instituições e seus elementos centrais e periféricos (órgãos públicos, hospitais, médicos, enfermeiros, laboratórios, etc.) o Autor, dotado de uma perspicácia incomum e um apurado senso analítico, acaba por percorrer caminhos e palmilhar profundos rastros na maioria das vezes completamente desconhecidos até mesmo para os que militam naquela área, inclusive, ousadamente, incursionando em áreas científicas.

E é por isto mesmo que este livro é de fundamental importância para que todos tomem conhecimento de como anda a "saúde" no Brasil.

  Ficha técnica
ISBN: 978-85-65137-05-8
Edição:
Ano de publicaçao: 2016
Nº de Páginas: 272
Formato: 15x22cm
Idioma: Português
  Sobre o autor
Humberto Cavalcante

Humberto Costa Cavalcante nasceu no dia 16 de julho de 1944, em Ilhéus(BA), onde residiu até 1966. Trata-se de um self made man. Em razão da pobreza em que vivia, deu os primeiros passos nos estudos em sua própria casa, auxiliado por seus pais, amigos e parentes. Depois, estudou no Ginásio Alfredo Dutra (Itapetinga-BA), Instituto Municipal de Educação (Ilhéus-BA), Escola Técnica de Comércio e Colégio Firmino Alves (Itabuna-BA), Colégio Carvalho de Mendonça (Rio de Janeiro-RJ), Colégio Estadual Carneiro Ribeiro - Central, UFBA e ICBA (Salvador-BA), e Universidade Estadual de Santa Cruz (Ilhéus/Itabuna-BA).

Aos quinze anos, em 1960, arranjou seu primeiro emprego no Cartório do Tabelião Raymundo Pacheco de Sá Barreto, emancipando-se aos dezoito anos de idade, trabalhando, depois, em Rui Dórea & Cia. Ltda., ambos em Ilhéus-BA. Foi soldado do Exército na época da Revolução de 31 de Março. Trabalhou na CEPLAC como funcionário administrativo durante cinco anos, quando foi residir no Rio de Janeiro (RJ). Lá, na antiga Cidade Maravilhosa, tinha em média dois empregos e estudava à noite, numa terrível roda viva. No segundo semestre de 1970 mudou-se para Salvador, onde teve três empregos e foi corretor de imóveis, devidamente credenciado pelo CRECI sob n° 369, Órgão onde se mantém filiado até hoje, apesar de não se utilizar daquela profissão.

Foi comerciante de farmácia durante seis anos e representante da indústria farmacêutica (propagandista-vendedor, viajante e supervisor distrital) durante quase vinte anos, trabalhando para Johnson & Johnson, Sintofarma, Mead Johnson, Ayerts, Biosintética, Sanofi, Biolab) e vários distribuidores. Como empregado celetista, seu último emprego foi na INFRAERO (Aeroporto de Ilhéus-BA). A partir daí, passou a ser advogado militante nas áreas trabalhistas, cível, pequenas causas e defesa do consumidor.

De princípios morais rígidos, não admitindo a deslealdade por parte dos amigos, com um temperamento inquieto, nômade e meio solitário, Humberto é questionador inato e severo crítico das coisas que considera "erradas", o que o levou a se afastar de vários amigos e a ter conflitos em muitos lugares onde trabalhou, nestes, particularmente, pelo comportamento servil, subserviente e adulador de seus chefes imediatos. Humberto nutre verdadeira repugnância por indivíduos desse tipo, que os norte-americanos chamam de "yes man" ( o homem "sim", aquele que diz "sim" a tudo e a todos, o lacaio, o capacho).

Homem simples, completamente despido de vaidades pessoais, tendo como bandeira principal a honestidade em qualquer circunstância, é, contudo bastante orgulhoso (qualidades que herdou do genitor) e extremamente organizado em tudo o que faz.

Finalizando, é um indivíduo que não se rendeu aos infortúnios e revezes da vida (ele se diz "doutor" pela Universidade da Vida) e, como bem salientou seu amigo, o escritor e cronista Antônio Lopes, seu livro "... é o testemunho de como um homem pode pegar o pinhão a unha e ir em frente...".

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