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Quando a luz do sol desaparecer nada vai se alterar no universo
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  Sinópse

Por se ocupar das coisas fugidias e com prazo de validade curtíssimo, a crônica é guardiã das coisas ín?mas, de fatos corriqueiros que trazem em si a chama potente da sensibilidade. Daí resulta a importância da contemplação do cronista e o seu dom de transformar a simplicidade, uma das coisas mais raras num ser humano, em uma qualidade insólita, como a?rmou Clarice Lispector. Considerada um gênero menor, paradoxalmente a crônica contribuiu para consagrar nomes da estatura de Rubem Braga, Lima Barreto, Cecília Meireles e Luis Fernando Verissimo.

As crônicas de João Mendonça nos conduzem por um painel diáfano e urbano, por onde ele circula com seu olhar naive e discorre sobre os problemas insolúveis do mundo, a infância, a natureza, a liberdade criativa do ócio, as perdas, a recordação afetiva de um tempo tão distante que já nem parecia mais ter sentido.

Se em algumas páginas, João deixa fl uir todo seu pensamento abstrato que pode nos causar certo estranhamento, em outras, ele nos lança de encontro a um estado de torpor ao nos apresentar sua relação quase religiosa com o anão do Bahia na velha Fonte Nova lotada. Ou quando nos pega pela mão e nos faz cavar com ele a areia de um parquinho de onde são exumadas as suas memórias mais profundas.

Neste seu quarto trabalho individual, João Mendonça se revela um autor mais consciente do que ele próprio poderia supor. Como rito de passagem, este livro representa seu encontro defi nitivo com o ofício pelo qual ele tem verdadeiro encantamento. Ainda que nada mais reste após o sol se apagar.

  Ficha técnica
ISBN: 978-85-8151-153-5
Edição:
Ano de publicaçao: 2018
Nº de Páginas: 125
Formato: 15x22cm
Idioma: Português
  Sobre o autor
João Mendonça

João Mendonça nasceu em Salvador. Formado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, já publicou três livros: Tá Gripado? Coma gelo! (Crônicas e poesias, 2007), O sol partido (novela, 2014), contemplado em edital de literatura promovido pela Secult Bahia e Azul (novela, 2016). lançado de forma independente.

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